Muslim – Abate de animais a moda Islâmica no Brasil

Muslim – Abate de animais a moda Islâmica no Brasil

Dia desses fui a um casamento de uma brasileira naturalizada americana, com um paquistanês naturalizado americano. Eles casaram no Paquistão, no Estados Unidos e por ultimo, completando a Turnê de casamento, fizeram um aqui no Brasil (Ostentação é tudo!). Foi um casamento muito bacana mesmo, coisa chique “pra caramba a beça”, bagulho de cena de final de filme comédia romântica americana.  Num sítio, na serra, ao ar livre (livre até demais, que depois das 21 horas, começou a cair um sereno, uma neblina, uma friaca dos infernos, que eu tive que meter o pé mais cedo), tudo muito bonito, bem ornamentado, garçons, damas (adultas), convidados e familiares brasileiros (todos devidamente uniformizados. Isso mesmo: UNIFORMIZADOS. Pois era regra, ordem da noiva, que todos os homens estivessem de pinguim e as mulheres e vestido longo, exceto…) e convidados estrangeiros, americanos (esses daí, com roupa de churrasco, tudo que os brasileiros não podiam fazer… excetuando-se a irmã e o cunhado do noivo e o próprio noivo, que tava realmente um gatinho, nossa uiiii… as convidadas estrangeiras, que vieram de tão longe especialmente pra isso, parece que descobriram ali quando chegaram que tratar-se-ia de um casamento: eu não sou entendido de moda, mas porra, tavam mais pra piriguetes que pra convidadas internacionais. Pior que eu lembro de uma dessas americanas antes aqui no Brasil e além de estar com o mesmo vestido – tadinha, ela só tem aquele? poor girl – ainda saiu distribuindo xereca estrangeira pra geral.. mas no casamento, pelo menos no casamento, nesse “ela tinha dono” – coitado do dono. Mas enfim, xereca é xereca, e não é de bom costume se dispensar, não é mesmo? É falta de educação. Se você tá ali, livre, de bobeira, sem nada pra fazer, e uma xavasca está a fim de ser penetrada pelo seu pênis, não é de bom grado dispensar, tem que honrar né. Mas é prudente lembrar de que é indispensável o uso da camisinha. Pra esse tipo de mulher eu sou a favor inclusive de ao invés de camisinha, que se usasse um casaquinho, mas já que a ciência ainda não inventou, o casaquinho, o jeito é ir de camisinha mesmo – bom, esse é o conselho que eu darei pros meus filhos: água e pinto não se nega a ninguém – no caso do pinto há uma ou duas ressalvas: primeiro, você precisa estar completamente descompromissado com outra pessoa, ou ter o consentimento dessa “outra pessoa”. Segundo: não se nega o pinto, apenas se a pessoa em questão for de acordo com a sua orientação sexual. Por exemplo, se você é heterossexual, não é porque aparece um cu querendo você, que você é obrigado a encarar o peludo. Não, aí nesse caso está perdoado. Eu colocaria no mesmo patamar de se dar água com gás pra alguém quando se tem água da bica. É de graça , tem que escolher não. Não se deve negar água, mas água com gás é mais caro né? se tem da bica, vai da bica mesmo.

Mas, vamos ao que importa, a verdadeira motivação desse post. Seguinte: os paquistaneses, com suas tradições islâmicas, tem uma série de regras e leis a serem seguidas. Leis de ordem espirituais diga-se, que refletem diretamente no mundo material. A começar pela Alimentação.

Então acontece que, a comida deles, os animais que eles comem ou deixam de comer, são todos regrados, listados e tem que ter o selo AlahBoi para serem consumidos. Por exemplo, eles não podem comer suínos (ainda bem que a noiva é bem limpinha, já pensou, casar e não poder comer a noiva, porque é uma porca?) e os animais que podem comer seguem uma série de rituais até chegar a mesa dos camaradas…. eu copiei e colei, toda a etapa, e vou compartilhar com vocês, e tecendo comentários sobre cada uma delas. Vamos lá. O texto já está longo (mas porra, afinal de contas vocês queriam o que? um texto do tamanho do vestido das americanas, pra entender toda a complexidade de uma cultura e religiosidade?) mas vai valer a pena!

Façamos como Jack (o Estripador) e vamos por partes:

“Abate à moda islâmica

Existem requisitos rigorosos a obedecer para o abate de animais:”

Então… veeeeeja bem…. diz o churrasqueiro que conseguiu aqui no Brasil, Rio de Janeiro, umas carnes que foram abatidas segundo essas normas aí… Bicho, como eu não sabia de porra nenhuma, em princípio eu até acreditei, mas depois de pesquisar na internet e ver realmente como deve ser feito a parada, que vocês vão ver logo a seguir, eu confesso a vocês, tenho sérias dúvidas…. mas, vamos lá né, suponhamos que sim.

a) O animal deve ser da categoria Halal.

Não falei que tem categoria, uma tabela, bagulho tudo certinho, descrito e tal? pois é. Halal, são os animais permitidos, obviamente. Os que não são permitidos, são chamados de Haram!

b) O animal deve ser abatido por um Muçulmano( de preferência sim,mas pode ser judeu ou cristão)

Agora tu vê: primeiro caga a regra “deve ser abatido por um muçulmano! depois abre parênteses para exceção: é né, mas se não tiver, serve judeu ou cristão. É porque ainda tem muito cristão nesse país e no mundo, mas tenho certeza que em sites de pesquisa em muitos países da Europa, Austrália e Nova Zelândia (países de maioria ateísta), tem um adendo também dizendo: “ou até mesmo ateu”… enfim…

c) O nome de Allah deve ser pronunciado no momento do abate;

Aí ficou difícil… aí complicou a parada… tu consegue imaginar um cristão (provavelmente o boi utilizado para degustação paquistanesa islâmica foi abatido por um cristão, ainda mais aqui no RJ… Fosse em SP, tem lá sua grande comunidade judaica.. mas no RJ tá mais difícil..  e mesmo lá, arrumar um judeu Açougueiro? em qualquer lugar do mundo, principalmente do Brasil isso é muito difícil… Judeus estão em sua maioria nas joalherias.. já os cristãos, a maioria está é na cadeia mesmo, mas fazer o que… tem também os fora das grades, que aí sim, esses podem ser açougueiros) , mas voltando… tu imagina um cristão, o cara que acredita em Deus e chama judeu de Homem Bomba (por pura idiotice, burrice e preconceito) e várias outras coisas, mas que principalmente não creem no Deus verdadeiro (que obviamente, é o Deus cristão, confundido com o próprio Cristo), Se preparando pra matar um boi, mas antes disso, ter que pronunciar: “Alahhhh”? (alala-ô-ô-ô-ô-ô.. mas que calor-ô-ô-ô-ô-ô…). De boa, pro cristão, é a mesma coisa que pedir pra ele matar um animal, mas antes de fazê-lo pronunciar as seguintes palavras: Sacrifico esse animal para honra e glória de Satanás! véi.. não vai rolar… não vai falar mas nem a caralho… duvide-o-dó! Mas prossigamos!

d) O abate deve ser feito cortando o pescoço num certo ponto, abaixo da glote e a base do pescoço, de modo que o animal tenha morte rápida. O esófago deve ser cortado juntamente com a veia jugular e a artéria carótida. A corda espinal não deve ser cortada e nem a cabeça deve ser cortada completamente.

Bicho, isso daí é quase uma faculdade e doutorado em jackestripadorismo, HannibalLecterismo ou sei lá… algumas aulas com a mulher do japonês dono da Yoki (Entendeu a piada da Yoki não? Pesquisa no google aí!). Pra matar um bicho desse dessa forma, sei lá acho que tem que chamar o Ivo Pitangui, Dr. Ray, ou algum estudante de medicina que não passou nos exames para poder exercer a profissão e daí virou açougueiro pra não morrer de fome… mas, véi, tamo no Brasil, no RJ…. Tu acredita que esse boi foi abatido assim? Então tá né…

e) Existem outras condições que também devem ser observadas. Estas incluem dar um tratamento adequado ao animal, o uso de uma faca bem afiada, etc. Estas condições garantem que haja um bom tratamento ao animal antes, durante e depois do abate.

O animal agradece. Ah tomar no cu! Porra… animal vai morrer do mesmo jeito.. se ele pudesse falar ele diria: “Vá se fuder seu fiho da puta! enfia essa faca amolada no seu cu. Vai dar esse “bom tratamento” pra vaca da sua mãe, seu corno arrombado…” Mas o animal não pode falar nada, então ficamos todos com a impressão de que a morte do animal foi bacana e que ele não sofreu, foi bem respeitado e praticamente merecem uma estrelinha do green Peace por isso!!! AH vá!

A partir do exposto está claro que ambos a Fé e o exato método são condições essenciais para o abate Islâmico de animais corretamente.

Aham… fé… Cristão, com fé em Allah!! valeu!!! toca aqui! tu é sinistro mesmo meu chapa!

A obrigação de pronunciar o nome de ALLAH antes de degolar um animal serve para enfatizar a santidade da vida e o fato de que toda a vida pertence a ALLAH. Se um Muçulmano omitir intencionalmente o pronunciamento do nome de ALLAH no abate do animal, será considerado Haram mesmo se as veias e artérias exigidas tiverem sido cortadas.

Não estou questionando esses métodos nos países islâmicos não.. eu to falando é desse cumprimento dessas normas aqui, no Brasil… no RJ!!!!!! (hauahuuahhuahuhuuhahuahuahu minha barriga chega a doer de tanto rir, só de pensar)

Contudo, se o abatedor tiver tido a intenção de mencionar o nome de ALLAH, mas devido ao esquecimento tiver omitido, o animal será, neste caso Halal. Pronunciar oTassmiyah ou apenas ‘BISSMILLAH’ também se traduz em sentimento de carinho, compaixão e serve para prevenir a crueldade. O abate para que o animal sofra menos, afinal animais são também criaturas de Deus.

Show de bola!!! Isso aí!!!

A carne só é halal se for abatida a moda islâmica(exceto a carne de porco e dos animais citados a cima. Frutos do mar são considerados halal mesmo sem o abate a moda islâmica.

Aham…. então gringos… fiquem tranquilos que vocês comeram carne legitimamente Halal!!! Mas Halal que essa impossível!!! Aqui no Brasil, la garantia soy yo! hueheheahuhueahueahueahuehu Taqueospariu, como tem otário nesse mundo…. mas enfim… não deixa de ser um tanto de cultura e arte, que apresentei pra vocês hoje… espero que apreciem!!!!!

islam

Mas vou te falar einh: Halal ou não, a carne dos gringos tava era boa. Vendo a carne lá na grelha, aquele cheirinho de responsa e a proibição de que outro tipo de pessoa consumisse aquela carne, de boa, me converti ao islamismo na mesma hora. Os gringos não falavam português e o churrasqueiro entendia nada de inglês. Resumo da ópera foi o seguinte, cheguei lá na frente do churrasqueiro e pedi a carne. Ele tinha ordens explícitas para dizer não para qualquer um que não fosse gringo falando em língua que ele não entendia. Eu malandramente, já tinha feito amizade com um dos camaradas Islâmicos, mas não sabia que ele era muçulmano, nem exatamente qual religião professara.. então sucedeu-se assim.

Eu de frente pro churrasqueiro, armando barraco em português, querendo a carne “sagrada”, preparada apenas para os “escolhidos” quando me aparece o gringo “parceiro” meu, com seu pratinho pronto pra se servir. No que eu pensei rapidamente e desenrolei o seguinte diálogo com ele em inglês, mas que vou transcrever em português, pois não faz sentido escrever inglês, depois me auto-traduzir.

— E aí cara! Vamos bater um rango né?

— É, tá na hora, tá batendo a fome!

— Então, que coincidência: eu também sou da mesma religião que você!!

— Sério?

— Seríssimo!!! Eu também só posso comer carne assim – apontei pra carne dele!

— Que legal! jamais imaginei que você compartilhasse da mesma religião que eu. Jamais imaginei que  alguém aqui no Brasil seguisse nossas tradições. Bacana mesmo cara.

ai… um babaca aparece, daqueles que entendem mais ou menos o que se está falando, mas não entende ao certo e me pergunta:

— Qual a Religião dele?

aí eu pensei: “fudeu” (eu sabia lá qual religião dele). Respondi:

—  a mesma que a minha.

— que porra nenhuma, tu é ateu.

— Ateu o caralho rapá, tu me respeita… eu sou da religião dele – e o churrasqueiro olhando a discussão, e o gringo também.

— Então qual é a sua religião?

pensei: fudeu de novo. Mas, agi rapidamente e virei pro gringo que já estava assustado com a cena e falei:

— Esse idiota não acredita que somos da mesma religião não. Fala pra ele, qual a sua religião, sem eu falar nada, pra ele ver que é igual a minha, que é coincidência mesmo.

No que o gringo prontamente respondeu:

— I’m Muslim!

E eu em pensamento: Grória deus!!! oh aleluiassss…. !!!!! xuuuupa féladapota…. e o inquisitor, ainda acabou me ajudando.

— Não entendi, qual religião mesmo?

— Muslim (pronuncia-se “muslan”)

aí eu respondi pra ele:

— Muçulmano seu animal. É muçulmano que eu sou e ele também! – aí virei pro gringo e disse – ele tá impressionado que partilhamos da mesma religião. Allah!! Viva Allah!! Viva Mohammed! Alah!

e o gringo repetiu:

— Allah! – e confraternizava comigo!

aí virei pro churrasqueiro e disse:

— Agora bota essa porra dessa carne aí no meu prato!

— tá maluco? a carne é só pros gringos, é carne especial.

— eu já desenrolei com o cara, bota essa porra aqui cara, logo.

— desenrolou o que?

— tenho culpa que tu entende nada de inglês, mas já tá tudo certo, bota a carne aqui caceta. bota o caralho da carne aqui! eu quero a porra do caralho da buceta dessa carne aqui agora!!!

Gringo pode não saber falar português mas entende entonação de voz e palavrões… então me inquiriu:

— what you’re saying?

this is my way of praying. I’m autodidact Muslim. I’m telling him: put this sacred meat on my plate, please, adorable sir, in the name of Allah.

oh yeah, but you need to have more discretion. We Muslims practice patience and calm, even in the way of talking with others people.

Enfim.. levei um esporrinho de leve, mas no fim, consegui minha bendita carne a moda muçulmana… E como valeu a pena!!! Diliça!!! Branquinha como carne de porco, saborosa como carne.. er, hum… ahhhh… muçulmana… Recomendo a vocês pelo menos fingirem uma vez na vida serem muçulmanos para comerem essa iguaria maravilhosa que é uma carne nesses moldes… Muito bom mesmo! melhor impossível… Delícia!

Um grande abraço a todos e fiquem com Allah!
by Igor Cartman Otávio Broflovski

* esse post é um oferecimento:
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