Só as mães são felizes!

Fala aí rapaziada. Dia das mães ta chegando e então resolvi fazer uma declaração bombástica, para aqueles que me acompanham ou me conhecem há algum tempo e pensam, juram, tem certeza de que sou filho de chocadeira e tal (em função das coisas que eu falo e escrevo) eu digo, sinto desapontar-lhes, mas sim, eu tenho mãe! (seu mundo caiu né? Heheheeh que pena)… enfim…

Pois é… e eu nunca falei dela ou delas de um modo geral. Seja da minha mãe (dona Roberta), seja da minha avó (Dona Luzia, minha segunda mãe, que já se foi) ou de todas as mães do mundo.. Porque, mãe é foda né bicho? Não falo só da minha mãe, falo de um modo geral. Algumas pessoas só dão valor depois que perdem. Eu.. Eu? Bem.. eu.. perdi minha avó tem menos de um ano (eu suponho) e não tenho nenhum sentimento de culpa, remorso ou o mínimo sentimento de que não dei valor pra ela enquanto ela estava viva. De verdade, não mesmo. Sou tranqüilo quanto a isso. Mas tem gente que realmente, só percebe depois que a pessoa se vai, parte dessa pra nowhere. Portanto – mãe, não estou cantando sua pedra, não me interprete mal – acho que o dia que minha mãe morrer, também não vou ficar aí pelos cantos falando, chorando, dizendo: “ai minha mãezinha, querida, do meu coração… snif snif snif…”. Sem querer ser grosseiro e tal, mesmo escrevendo um post que deveria ser uma homenagem, eu não posso me furtar a dizer o que penso realmente (eu, pasmem, até sei escrever “bonito”, mas eu não estou sendo pago pra escrever porra nenhuma, então que se foda, eu falo o que eu penso, pelo menos aqui nesse canal)… então voltando.. como eu estava dizendo, o dia que minha mãe também se for, sim, acredito que vou ficar na merda, vou ficar triste, posso até chorar, mas não sinto que tenha nada que eu pudesse fazer diferente… a não ser o fato de estar escrevendo isso aqui agora, deixando um registro, que ela poderá ler, enquanto ainda é viva… se ela quiser ler né?… até porque, eu também confesso, não sou dos caras mais carinhosos que existe, nem o tipo de filho que toda mãe gostaria de ter… acho que muito pelo contrário. Mas enfim.. então, eu não costumo demonstrar muito os sentimentos, nem nunca fui de falar “eu te amo” (exceto pras mulheres que passaram pela minha vida… se não me engano, enquanto “puxe” e “empurre” são as palavras que mais abrem portas na vida (pegou a sacada?) “eu te amo” é seguramente a frase que mais abre pernas, então não tem jeito… todos os homens de um modo geral, aprendem a falar eu te amo primeiro pras putas, pra só depois de muito velho aprender a dizer isso pra mãe, pra tia, pra avó ou para qualquer pessoa que ame de verdade… um fato). Por isso resolvi escrever esse texto. Viu mãe? Sim.. tu é uma véia crente chata irritante e que vive fazendo coisas (intencionalmente ou não, não sei, ou sei, mas não vou julgar ou condenar) pra me fuder, mas eu te amo sim, te amo assim mesmo. Afinal de contas tu é minha mãe.

Agora mãe, para de ler, que eu vou falar com a rapaziada que lê o blog… (escuta essa musiquinha aqui, e só volte a ler quando chegar na parte que tem uma imagem, bonitinha, que eu espero encontrar no google.)

* com relação a essa música, ela é meramente ilustrativa… eu não sou filho único, eu tenho uma irmã, filha da minha mãe e do meu pai, a Baleia (vulgo: Gabriela), mãe da minha querida sobrinha linda que eu amo muito: a  Sardinha!

Eu lembro que eu tinha uma admiração bem maior pela minha mãe quando eu era mais novo, mais inocente e teísta. Eu não chegava a idolatrá-la como muitos filhos fazem… mas eu a admirava mais. Depois de um tempo, eu comecei ver uma série de defeitos nela. Antes, tudo eu jogava automaticamente na conta do meu pai. Tudo era culpa dele.. mas aí eu fui virando homem, entendendo mais de algumas coisas e passei a ver as coisas diferente.. enfim…

Ela sempre foi teísta.. natural, num país religioso como o Brasil (veja bem: religioso. Não to falando de país bom, de pessoas boas, to falando de religiosidade. Até porque se religiosidade, se ser religioso, se acreditar em algo mais, algo além da vida, um poder além de nós, maior que nós, fizesse pessoas boas, esse país não seria essa merda que é. Antro de ladrões, pilantras, safados, estupradores, bandidos, corruptos, gente inescrupulosa, gente má, pessoas que só se importam consigo mesmas… ou seja: esse país é uma privada e ao mesmo tempo é um dos países mais religiosos do mundo. Você vai na cadeia ou nas prisões e veja lá, faça um senso da população carcerária. Veja a quantidade de ateus, pessoas que assumidamente não crêem em nenhuma divindade e a de pessoas que dizem acreditar em alguma merda que seja, horóscopo, por exemplo? Você vai ver que mais de 90% da população carcerária é teísta (ou seja, acredita em algum tipo de deus). Então, resumindo, religiosidade não tem nada a ver com ser bom. Inclusive os números mostram o inverso. Número é número, não é gente? E contra fatos, não há argumentos.) mas voltando a minha mãe, ela sempre teve lá suas “fezes”, mas depois que virou crente pentecostal evangélica de chézus, puta que pariu… como eles crentes costumam dizer: “só Jesus na causa!”.. mas enfim… Decepcionou-me um tanto essa postura, essa nova atitude da minha mãe… Logo ela que sempre foi meu pilar, a parte que me fazia refletir e questionar a religiosidade alheia. Ela que sem falar nada, apenas por ser ela e ser minha mãe e eu amá-la e respeitá-la, ter uma grande admiração por ela enquanto criança ainda, por ela eu aprendi a respeitar a diversidade religiosa. Porque minha família na minha infância, dividia-se em duas partes: a parte do meu pai (ou seja: minha avó e aquela caralhada de tios e tias, tudo da parte do meu pai) e a parte da minha mãe (que era só ela. Minha mãe nunca foi de dar bola pra família dela. Viu mãe? Eu sou escroto assim, mas puxei isso de você! Ixi, esqueci que ela não está lendo mais… enfim…). Toda a família do meu pai, a vida inteira, todo mundo lá, sempre foi evangélico. (claro, tem a parte negra do passado da minha avó e do meu avô cachaceiro…mas abafa, quando eu passei a me entender por gente, já era todo mundo convertido ao cristianismo evangélico pentecostal) e minha mãe era fora desse círculo. Pra não queimar o filme dela, eu vou dizer apenas que ela era de religiões e crenças “alternativas”. Então, esse conflito, me fez desde cedo aprender a respeitar e a conviver com as diferenças. Por influência da família do meu pai e por ter sido criado por um bom tempo pela minha avó, já que minha mãe precisava trabalhar, trabalhava feito uma quenga (veja bem: feito uma quenga. Não to dizendo que era quenga. Mas era caixa de supermercado, que é quase a mesma coisa… a diferença é que a puta trabalha menos e ganha mais, tem hora pra sair e pra chegar em casa, pode aproveitar feriados, final de semana, decidir se trabalha ou não e pode até sentir algum prazer em ser fodida.. já as caixas de mercado, só se fodem e não tem vida social)… então, pelas mãos de minha própria avó eu ingressei já muito, muito, novo no mundo “crentelhístico”. Apesar de que, muito antes ainda disso, devo reconhecer também que pelas mãos de minha mãe eu fui batizado a força, sem o direito de dizer não, na igreja católica (que era mera formalidade, só pra não morrer pagão… ou seja: eu mal nasci e já tavam pensando que eu iria morrer.. sacanagem essa porra.. é uma criança bicho, cheia de vida pela frente… que pragmatismo católico é esse? Porra.. eu bebezinho, nem punheta batia.. que diabos de pecado eu tinha, que precisava de qualquer jeito ser batizado daquela forma ditatorial e violenta? Cadê meu direito de escolha? Mas enfim.. já superei).. aí desde pequeno, cantava na igreja, pregava, lia a bíblia, era uma maravilha!! Um jovem talento dedicado ao Senhor Chézussss.. ow grórias… mas depois de tanta briga, tanto disse-me-disse, minha mãe de um lado, os crentes do outro, eu resolvi, lá pelos meus 7, 8 ou 9 anos dar uma moral e fui fazer catecismo. Larguei o protestantismo e fui dar uma chance pro catolicismo… sim mãe, foi por sua causa. Era um tremendo ato de rebeldia. E como eu ia explicar isso pra minha avó? Mas segui firme.. fui em frente.. mas a verdade é que aquela porra de catecismo e igreja católica era muito chato e eu não fiquei 3 meses naquela merda e meti o pé. Chato demais. Não sei a igreja católica é que não era lá muito tradicional ou não, mas só sei que não tinha nenhum padre pra abusar de mim, não tinha nenhuma obrigação de usar calça mesmo no calor dos infernos (como é ou era na assembléia de deus), as mulheres podiam raspar o suvaco, cortar o cabelo e passar batom… aquilo tudo era muito liberal pra mim… (eu sou conservador, sempre fui)… aí, não demorou e voltei pra minha religiosidade que eu gostava. Mas eu tentei… mas mesmo não seguindo, eu aprendi, repito, a respeitar… então voltando lá ao começo, depois que minha mãe virou evangélica, ela vai contra tudo que ela sempre foi, tipo, virou outra pessoa.. mas, fazer o que né? É minha mãe assim mesmo. Eu ainda a amo. Mas, não posso dizer que a admiro, principalmente no que diz respeito a isso… enfim. Mas se ela é feliz lá, então, que ela continue lá, eu apoio, dou carona e tudo pra ela ir pra igreja, quero nem saber… importante é ser feliz.

Minha singela homenagem ao dia das mães!

Minha singela homenagem ao dia das mães!

Mãe? Mãe? Oh mãe!!!!!!!!! Já pode voltar a ler.. oh a imagem acima…

Então.. minha mãe é uma figura. Já me deu cada conselho infeliz, que eu segui ao pé da letra. O mais marcante, sem dúvida, foi quando minha mãe, ainda naquelas atividades religiosas alternativas (nem sonhava em ser crente, ela), por uma revelação dos deuses, orixás, origamis, cavaleiros do zodíaco, sei lá (não vou dedurar, já falei), me garantiu, categoricamente que eu devia casar. Aquela era a pessoa certa. E eu: “mas mãe?” E ela: “filho, são os xxxxxxxx que dizem. Tá traçado. É essa! Esse é o seu caminho para ser feliz!” E eu… até então, confiava muito na minha mãe. Minha mãe falou, ta falado, era assim que eu pensava… então.. sem querer transferir responsabilidades, mas, isso é um fato e ela sabe disso, casei. Que merda bicho! Vez ou outra eu jogava na cara dela: “é… e você falou naquela época, garantiu, que essa porra era o certo, o melhor pra mim a ser feito…” e ela, desde então sempre se esquivando, dizendo que não. Mas foi.. foi minha mãe e Helena (que também já morreu), as maiores responsáveis pelo meu primeiro casamento… Casamento esse que, eu fosse ateu na época eu não casava. Mas nem fudendo! Mas, eu na época era das religiões alternativas da minha mãe… era até bonito, tipo: nós dois caminhávamos juntos rumo ao abismo de satanás! Heheeheh lembra não, mãe? O que ela mandasse eu fazer, eu fazia! Lembro que uma vez, eu tinha exatos 16 anos, tinha começado a trabalhar, um colega me chamou pra passar o carnaval com ele e uma penca de mulheres que ele não ia dar conta sozinho numa casa de praia tudo zerooitocentos e então, me chamou pra dividir as pepecas, dar uma força pra ele, quebrar o galho… eu, porra, hormônios a flor da pele, comendo até mendiga na rua se me desse mole, antes de falar pro cara: “tamo junto! Fechou! Formou! Demoro! Já é!”, falei pra ele, eu vou só ver uma coisa antes, tenho que verificar minha agenda e te falo. (minha agenda? Huahuauh tinha era porra nenhuma… a não ser assistir Perfume de Emanuelle de madrugada e ficar tomando cachaça com os amigos na praça local do bairro que eu morava (e moro até hoje!! Isso é que é subir na vida!), era só uma desculpa pra eu primeiro consultar minha mãe… minha mãe, foi lá, com seus contatos do meio das “alternatividades”, voltou no outro dia com a informação: “essa casa de praia aí? Esse apartamento, ou sei lá o que é que esse ‘amigo’ seu te chamou? O xxxxxxxxxxxxxx disse que é pra você ir não, porque o que esse amigo seu quer é você.” E eu: “mas einh? Como assim mãe? Não fala isso.. não mãe. Não.. é buceta a parada… eu até conheço meia dúzia das ‘mulé’ que vão.. elas vão mesmo, eu já a vi com esse cara várias vezes, ele pega todas elas mesmo, só que dessa vez ele vai levar além delas, as irmãs, as tias, as primas e as vizinhas, por isso ele ta me chamando….” e ela: “você é quem sabe. O recado ta dado.” E eu? Chuta? NÃO FUI. E o tal viadão que queria me comer? É homem até hoje, nunca vi um ato de boiolagem daquele cara, até hoje, quando por um acaso do destino a gente se encontra, é como se não tivesse passado mais de 20 anos e até hoje ele continua fazendo as festinhas dele e… caralho mãe! Que porra de ‘profecia’ foi essa? Fique sabendo que naquela época tu me fudeu… de novo… caralho… aí, juntando os vários conselhos errados, por isso eu parei de dar bola pra véia, pros conselhos dela. Cago mesmo. Só manda letra errada…

Mas como eu tava falando, minha mãe é uma figura por quê? Porque, cara… veja só, até hoje a véia não sabe o que vai ser quando crescer. Minha mãe já foi babá, empregada doméstica, escrava, já trabalhou de caixa de supermercado, já cuidou de véio e tudo, mas nada disso é profissão que se escolhe. Isso tudo são conseqüências da vida, coisas que temos que fazer para sobreviver, não é necessariamente uma escolha… mas eu to pra ver uma pessoa que já fez mais curso profissionalizante que minha mãe e em todos eles ela é uma profissional relativamente boa (as vezes muito boa) e o principal: tem um monte de canudo (ou diploma) guardado em casa… e até hoje ela não decidiu o que vai ser… minha mãe tem diploma de costureira, de cabeleireira, de professora, de cozinheira, e mais uma pá de coisa que nem eu sei que ela já fez… tem até carta de motorista agora.. Já abriu salão de beleza, já deu aula em várias escolas, já costurou por encomenda, já fez bolo pra festas, já fez salgadinhos pra festas, já fez ornamentações de festas… caralho, mas tudo que ela faz, chega uma hora que ela para… ela simplesmente, eu acho, enche o saco e fala: “ahpaputaquepariu com essa merda”.. e volta a ser dona de casa…

Mas aí, é isso… mãe, te amo, chega de falar de você.

Eu quero mandar um beijo todo especial pra todas as mães do mundo, mas queria principalmente homenagear aqui, além da minha mãe, claro, três mães muito especiais pra mim, sem puxa-saquismo: A primeira delas, sem dúvida, minha esposa, a que eu escolhi ou a que simplesmente não tinha como não ser, porque isso sim é o que chamamos de encontro certo, na hora certa, minha querida amada esposa Valéria. Mãe de primeira viagem, mulher, companheira, amiga, que nesse exato momento carrega em seu ventre meu segundo herdeiro (o Eric, irmão do Matheus), não tenho palavras pra dizer o quanto essa mulher me faz bem, o quanto ela é importante pra mim, nem o quanto a amo!

E por falar em mãe, não posso deixar de citar minha querida cunhada Patrícia, mãe de 15 filhos, sacanagem, é só 4 (por enquanto!), mas ela tem 30 e poucos anos… por isso a ênfase, no número de filhos.. heheheeh (ela vai me matar quando ler isso), mas que eu admiro muito principalmente por ser a mãe que é, tem 4 filhos, um maior que eu e continua linda  (e esse parágrafo vocês não vão entender, nem é pra entender, porque eu não vou ficar falando da vida pessoal dos outros não) eu só sei que ela tem 4 e cuida e educa muito bem os 4. tem gente que tem um só e não sabe como proceder, bota filho contra o pai, diz que pai de fulano é outro, etc… Patrícia, cunhada: Tu é foda!

Por último, porém não menos importante, quero mandar um beijo e um abraço todo especial a minha sogra, Dona Nadja, que de sogra só tem a alcunha. É uma verdadeira mãe pra mim! Sogra, você é sensacional! Te adoro!

Um grande abraço pra todo mundo que leu o texto e um grande beijo a todas as mamães!

Obrigado pessoal!

By 22

10/05/13

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3 pensamentos sobre “Só as mães são felizes!

  1. Pingback: Os Meninos de Deus | Música e Arte!

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